terça-feira, 31 de agosto de 2010

PCULT de RORAIMA Convida:

PCulT

PARTIDO DA CULTURA

C O N V I T E

Convidamos todos os artistas, produtores, gestores, ativistas culturais e toda a sociedade civil, para participarem de nossa Reunião Cultural com a presença da candidata a Deputada Federal, Senhora TERESA JUCÁ, no Espaço Cultural Marreta – Rua Cerejo Cruz, 786 – Centro.

Dia 01.Set.2010 - A partir das 18h.

Aguardamos a estimada presença de todos.

A Coordenação

Não somos só um partido,

Somos uma luta!


SABATINA COM CANDIDATOS AO GOVERNO DE GOIÁS, COM TEMA: CULTURA EM GOIÁS

Caros,

A ABRAFIN - Associação Brasileira de Festivais Independentes, que tem hoje em Goiânia sua sede e presidência nacional, numa ação em parceria com a movimentação suprapartidária PCULT-GO (Partido da Cultura), a CUFA-GO (Central Única das Favelas) e jornal Diário da Manhã, fará nesta semana uma Sabatina com os Candidatos a Governador do Estado de Goiás, o tema da sabatina é : Cultura em Goiás.

As datas agendadas para as Sabatinas são:

31 de agosto (terça-feira), das 15h00 as 16h00 – Marta Jane (PCB) e das 16h30 as 17h30 – Washington Fraga (PSOL);

01 de setembro (quarta-feira), das 14h00 as 15h00 – Iris Rezende (PMDB) e das 16h30 as 17h30 – Vanderlan Cardoso (PR);

03 de setembro (sexta-feira), das 20h00 as 21h00 – Marconi Perillo (PSDB).

O local de realização das Sabatinas é POP HOUSE Arte Design e Cultura, situado na rua 1145 n. 228, Setor Marista, deste capital.

Serão em numero de 7 os sabatinadores, que vão participar das 5 sabatinas, e que são os seguintes:

Fabrício Nobre - Presidente Nacional da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes);

Hermínio Soares - Presidente Estadual da CUFA-GO (Central Única das Favelas);

Carlos Cipriano - Vice Presidente do Conselho Estadual de Cultua;

Levy Silvério - Representante do Fórum Goiano Permanente de Cultura

Décio Coutinho - Coordenador do Programa Estadual de Cultura do SEBRAE-GO;

Flávia Cruvinel – Representante da Pro - reitoria de Cultura da UFG (Universidade Federal de Goiás);

Fred Leão - Jornalista, Editor do DM Revista, do jornal Diário da Manhã.

As sabatina será mediada por Pablo Kossa, jornalista da Rádio Interativa,

Para cada candidato estão programados 60 minutos de sabatina: nos 10 (dez) primeiros minutos - candidato apresenta os pontos base do seu plano de cultura para o estado de Goiás; nos 40 minutos - cada entrevistador fará uma (ou até duas) pergunta(s), com um minuto máximo por pergunta, e será respondido exclusivamente pelo candidato a governador em cinco minutos máximo por resposta; no 10 (dez) minutos finais o candidato faz suas considerações finais.

As sabatinas com todos os candidatos ao Governo do Estado de Goiás serão gravadas na integra, e transmintadas on line no site do Jornal Diário da Manhã, que ainda fará a publicação em texto de cobertura de cada sabatina no caderno DM Revista do referido jornal; posteriormente

o vídeo da integra das sabatinas serão disponibilizadas on line PCult – Partido de Cultura partidodacultura.blogspot.com.

Os candidatos poderão ser acompanhados de seus assessores, mas apenas eles – os candidatos, os sabatinadores e mediador terão acesso ao palco onde será montada a estrutura para sabatinas.

Cordialmente,


Fabrício Nobre

www.abrafin.org


PCult_GO Satina com Candidatos ao Governo

Assista ao vivo pelo blog do PCult a sabatina com os candidatos ao governo de Goiás. A transmissão acontece das 15h as 17h30 e você acompanha pelo player abaixo.










o player é melhor visualizado no Google Chrome

domingo, 29 de agosto de 2010

PCult_RR

A Movimentação do @Partidocultura continua se alastrando pelo Brasil. O Setor cultural a cada dia fortalece a sua luta para posicionar a Cultura como plataforma prioritária no maior número possível de mandatos eleitos nas eleições 2010. Na última semana o @PCult_RR avançou na construção de suas bases e o resultado são novos vídeos com a chegada desses parceiros.
Confira!!!

Josemar de Souza - Presidente da Associação dos Artistas de Roraima



Vanda Macuxi - Parteira e Articuladora dos Grupos Indígenas de Roraima





Deidson de Souza Lira - Artesão


Impressões sobre o PCULT por Rodrigo Savazoni

Car@s,

Chegando para o debate. Muitos de vocês conheço de outros e bons carnavais. É bom estar aqui.

Não vou ficar falando de mim, nem me apresentar, porque isso é o que menos importa. Vim para debater, com os senhor@s, os rumos da cultura no Brasil, por meio dessa ampla frente de forças que se arregimentam em torno do Partido da Cultura.

Queria aproveitar a discussão recente, ocasionada pelo Éverton, para ponderar algumas coisas sobre a conjuntura política e, a partir daí, antever – de forma parcial e limitada – os próximos capítulos desta história que nos toca.

Sobre o Partido dos Trabalhadores

Faço parte de um grupo de pessoas que sempre esteve próxima do PT, dentro do seu espectro de influência, sem jamais ter sido do Partido. Um eleitor e colaborador crítico, portanto. É esse o meu lugar de fala. É daí que vejo a questão. Tenho debatido e trabalhado com o PT desde sempre e me sinto muito próximo, mas não estou dentro, nem pretendo estar. Mas estou dentro desse arranjo inicial do PCult, disposto a chegar a algum lugar.

Retrocedo à ascensão de José Dirceu ao comando da legenda, em 1995, no processo que pode ser definido como guinada à realidade, onde começa efetivamente a eleição de Lula. É nessa inflexão, que culmina com a Carta ao Povo Brasileiro, durante a campanha de 2002, que o PT sacrifica, conceitualmente, sua visão mais ortodoxa do processo de mudança do país para aderir estruturalmente a uma visão reformista, por meio da disputa eleitoral, de alianças com forças “estranhas” à esquerda, e do foco em administrar o estado em benefício dos “de baixo”. Nunca se comeu tanto, nem a renda foi tão bem distribuída e nunca os bancos ganharam tanto como nestes oito de governo Lula. Nos tornamos uma democracia de massas majoritariamente urbana, com a inserção de um contingente de mais de 40 milhões de brasileiros na classe média, mas ainda dependente em seu arranjo econômico do agronegócio e da exportação de produtos de baixo valor agregado – considerando inclusive nesse cenário os bens culturais (que conformam, por exemplo, a principal indústria de exportação dos Estados Unidos).

Não é simples analisar o PT dentro deste contexto. Nos anos 90 houve o início do expurgo trotskista do partido que culmina com a “expulsão” dos radicais no início do governo Lula. Nesse período também se conforma a saída da base organizada do partido mais próxima à Igreja Católica, e, também é época do afastamento dos intelectuais e artistas que sempre estiveram na triade constitutiva da legenda. Restou, portanto, o PT mais próximo do sindicalismo, sua outra força originária, e algumas alas “críticas” hoje reunidas no movimento Mensagem ao Partido (que tem dificuldades sérias de explicar como sobrevive internamente, inclusive promovendo, em várias instâncias internas, debates sobre permanecer ou sair). Sem dúvida, o PT é uma construção fundamental para a democracia brasileira, mas já não pode ser visto como aquele partido defensor de um socialismo democrático pós-soviético. É tanto mais uma enorme força eleitoral, que, conforme assumem seus próprios quadros, perdeu – e muito – a capacidade de formulação e leitura do Brasil, o que faz com que, muitas vezes, se posicione de forma dúbia e frágil diante de várias bandeiras fundamentais. Entre as quais, eu diria, a cultura.

Para exemplificar o que digo, fico com uma frase recente de Dilma Roussef a quadros de sua campanha, onde ela afirma que, em muitos momentos, o PT parece não ter entendido o governo Lula. Podemos parafraseá-la e dizer: o PT também não entendeu o Ministério da Cultura do Governo Lula. E aqui fica a deixa para a segunda parte da minha visão.

Sobre o Ministério da Cultura do Governo Lula

O Ministério da Cultura do Governo Lula é um acontecimento histórico que também levará tempo para ser compreendido. Não é certa qualquer leitura sobre esse ministério dentro da chave político-partidária. Ele foi um ministério edificado em torno da altiva mensagem de Gilberto Gil, que modernizou a música brasileira ao ampliar os horizontes da nossa “comunidade imaginada”, mostrando que o Brasil é algo além de uma nação (e talvez por isso jamais tenha conseguido se organizar como tal). O Brasil é uma internacionalidade organizada em território definido, e daí que, nesse sentido, é possível dizer que em vários momentos, foi por meio desse espaço institucional de disputa que chegamos mais próximos de uma política antropofágica no Brasil. O Ministério da Cultura operou, portanto, numa chave política que nenhum partido brasileiro jamais conseguiu assimilar. Foi e é constituído por pessoas e lideranças do PV, do PT, do PcdoB, PSB, entre outras forças, que inclusive transcenderam os limites dos espaços de onde partiram para construir algo mais complexo e refinado. Nessa configuração, quem ganhou foi o país – mas ainda resta muito por ser feito.

Aproveito e cito, inteiro, aqui, um texto do amigo João Brant, do Intervozes, publicado no Trezentos.

Política Pau Brasil

Ainda não escrevemos nosso manifesto Pau-Brasil da política. Nesse campo nem ainda tivemos nossa semana de 22. Somos os exploradores predatórios daquilo que é comum, extraímos tudo que a terra não nos pode dar, nos amparamos naquilo que temos de pior: a subordinação do coletivo aos interesses particulares comezinhos, a fragilidade dos valores públicos e a diluição dos conflitos em nome de uma harmonia socialmente desastrosa.

Nosso nome é marca da exploração secular, pau-brasil da madeira que queima e é queimada. Na política, na verdade, somos desde sempre paus-brasis. Se a poesia existe nos fatos, também assim é a política. Ágeis, mas não ilógicos, não tergiversam.

Nossa representação opera em duas camadas, aparentemente conflitantes, mas complementarmente indivisíveis. Nos 18% visíveis, o discurso cortês e romântico, a acomodação de interesses, e a supressão das diferenças, na melhor cordialidade hollandina. Nos 82% submersos, o pragmatismo voraz, o imediatismo predatório, o autoritarismo disciplinador das relações e o entrelaçamento dos interesses públicos e privados, em clientelismo sob patrocínio estatal.

O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa”. Contra a maneira ora barroca, ora romântica, quase sempre parnasiana de praticar sua política, o Brasil há de inventar sua modernidade. Precisamos aqui ser modernos como somos na música, no vôlei e em todas as ocasiões em que sabemos aliar inventividade com precisão técnica.

Contra a acomodação de interesses, a síncope do samba; contra a harmonia cordial, a dissonância harmônica da música mineira; contra o patrocínio público de interesses privados, asas brancas, disparadas e águas de março; contra o clientelismo, as assistências originais de nossos levantadores e levantadoras.

A cozinha, o minério e a dança. A voz, o voto e a vontade. A vegetação. A participação. Pau-Brasil. Saibamos encontrar nosso caminho.

Daí que o sentido de urgência que grassa, com certeza, transcende questões historicamente compreendidas fora da cultura mas que, no século 21, revelam-se totalmente afeitas a este nosso debate, talvez a este nosso partido (ainda que aqui a expressão partido seja mais uma provocação que propriamente um substantivo que nos defina).

Creio que o principal aspecto é demonstrar o quanto a formulação e o desenvolvimento de políticas públicas no campo da cultura são fundamentais para o país que se pretende uma força global neste início de século – o que não será feito sem que superemos várias das nossas diferenças internas, o que não é simples, mas parece plenamente possível – sem dúvida como resultado das contribuições de muitos de nós.

Antes, só faço uma ressalva para a importância de adensarmos nosso compreensão sobre o que ocorreu no Ministério, inclusive pensando numa possível continuidade a estruturação das políticas públicas de cultura (o que deve ser nossa principal bandeira), para não retrocedermos à época do balcão de negócios. Agora, é também preciso apontar os limites e equívocos a atual equipe, principalmente em relação à gestão e a capacidade executiva.

Sobre o Brasil Potência (Esperança x Pragmatismo)

Isso dá aval para o próximo ponto que quero explorar, que é o fim do “ciclo da esperança”, com o fim do governo Lula. Para mim, o governo Lula encerra o ciclo das utopias pós-redemocratização. Insere o Brasil definitivamente na economia global, a partir daquilo que, no pós-derretimento de mercados, foi enfim possível de realizar: a conformação de uma economia de massas e um mercado interno vigoroso.

A que custo? Ainda é difícil compreender. Mas, no afã da construção de uma Nação que se atualiza (deixando de ser uma promessa), os sonhos ficam pelo caminho em nome de novos valores, como liderança global e estabilidade democrática.

Qual seria a nossa aposta para a constituição de "uma comunidade de cidadãos e produtores com discernimento crescente, capaz de impor limites crescentes à barbárie reproduzida pelo capital?"

Nesse sentido, não deixa de ser interessante que a cultura persista fora dos debates atuais sobre esse tema, como se fosse aspecto secundário, menor.

Precisamos forçar essa porta, a partir de uma visão que deglute contradições e projeta valores de uma sociedade que rompa a dicotomia modernista - de certa forma como está fazendo a Índia? Não sei.

Mas tenho cá para mim que a nossa saída não passa pelo dilúvio no Xingu, mas justamente pela construção de valores baseado no reconhecimento da diversidade intrínseca que nos constitui. Daí que assusta um pouco o porvir, pela parte ou pelo todo, e a ausência de uma alternativa ao modelo de desenvolvimento que inclui dilacerando, dilapidando, escalpando a tradição e a origem. Uma potência que perfaz o caminho das nações que produziram um mundo em colapso? É isso que queremos? Não creio que seja.

Toda essa verborragia aponta, para mim, para a seguinte questão: precisamos pensar fora das caixas. Precisamos assumir olhar para a realidade sem buscar necessariamente conforto nos parâmetros que nos antecederam. Um bom caminho, me parece, como propôs Slavoj Zizek, contra a culturalização da política (uma das marcas do neoliberalismo), a politização da cultura, sem concessões, o que me parece ser a proposta deste grupo em franco crescimento. Se esse objetivo – e apenas esse – for alcançado por nós, já teremos dado uma enorme contribuição ao avanço do debate público no país, ainda mais neste contexto eleitoral.

Abraços,


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PCUlt_MG: Mobilização em Uberlândia

CONVITE

Convidamos V.Sª a participar da apresentação do Partido da Cultura em Uberlândia, que acontecerá no dia 27 de agosto de 2010, as 18:00h, no Goma - Cultura em Movimento, situado a Av. Floriano Peixoto, 12 Centro.

O PCult é uma mobilização suprapartidária, que tem o intuito de fortalecer a presença do setor cultural nos parlamentos e nos governos.

Esse debate faz parte da programação do 3° Festival Goma de Música Independente, que conta com o Incentivo da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Programa do Partido da Cultura

por Leonardo Brant

O texto “2011, uma odisseia cultural” foi pensado e elaborado de forma colaborativa, a partir de encontros, rascunhos e trocas de e-mails. Eu, Fabio Maciel, Ricardo Albuquerque e Px Silveira já havíamos trabalhado dessa maneira em 2002. Chegamos ao manifesto por uma cidadania cultural, intitulado “1% para a cultura“, que teve a participação, entre outros, de Fabio Cesnik e Ricardo Ribenboim.

O resultado do manifesto foi extraordinário. Os programas de governo de vários candidados absorveram as propostas e o próprio ministro Gilberto Gil utilizou o documento entre as suas referências programáticas. Na ocasião lancei o livro “Políticas Culturais, vol.1″ que tinha como proposta fazer o balanço das políticas culturais vigentes e lançar bases para a discussão dos próximos desafios para a área. A ideia era fazer o volume 2, 3, 4, sempre que a discussão se fizer necessária.

Partindo dessa experiência, resolvemos trabalhar numa proposta mais contemporânea, incorporando ingredientes fundamentais no processo de contrução das políticas culturais. O diálogo, a participação, o trabalho em rede, tornaram-se ferramentas efetivas e precisam ser experimentadas nas políticas públicas, sobretudo de cultura.

Já naquela época o Px Silveira falava na criação de um partido político que unisse o povo da cultura, já que reunimos gente de todos os credos e ideologias e a “cultura unifica”. Para minha surpresa, recebi semana passada uma convocação para me filiar ao recém criado Partido da Cultura, uma articulação nacional em torno da função política da cultura, iniciada pelo pessoal do Circuito Fora do Eixo, junto com o Edson Natale e o Pena Schimidt, velhos amigos de guerra.

Juntei tudo no mesmo saco e venho dar continuidade a um texto colaborativo que resultará num livro escrito em coautoria com agentes culturais de todo o Brasil. Penso ser esta uma boa contribuição, por isso aproveito para convocar as forças que compõem o Partido para pensarmos numa plataforma política abrangente, inovadora, que inclua todos os movimentos, redes, articulações e comunidades culturais do país.

O pontapé inicial foi dado. O texto “Amnésia, Memória e Mito Fundador” já passou por dois grupos de discussã e elaboração (aquele inicial e a rede O Poder da Cultura) e já está disponível para a participação de todos. Basta complementar, contrapor, refletir e propor ações sobre o tema proposto.